O senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho, elevou o tom das críticas ao governo federal ao comentar a proposta de extinção da escala de trabalho 6×1. Durante entrevista ao programa “Ô Paraíba Boa”, da rádio 100.5 FM, nesta segunda-feira (1º), o parlamentar afirmou ser favorável à adoção da jornada 5×2, mas cobrou que o governo assuma parte dos custos da mudança para evitar prejuízos aos empresários, especialmente aos micro e pequenos empreendedores.
Ao defender o novo modelo de jornada de trabalho, Efraim destacou os benefícios para os trabalhadores, que passariam a ter mais tempo para descanso, lazer e convivência familiar. No entanto, segundo ele, a discussão não pode ignorar os impactos econômicos que a medida poderá gerar para quem produz, gera empregos e movimenta a economia.
“O grande questionamento que fica é quem vai pagar a conta?”, disparou o senador.
Efraim argumentou que não é justo transferir integralmente para o setor produtivo os custos de uma mudança que, segundo ele, deveria contar com a participação efetiva do governo federal. Para o parlamentar, a administração federal precisa criar mecanismos de compensação por meio da redução de impostos e da desoneração da folha de pagamento.
“Não dá para que o empreendedor pague a conta”, afirmou.
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Durante a entrevista, o senador criticou a elevada carga tributária enfrentada pelas empresas brasileiras e questionou a ausência de medidas governamentais para aliviar os encargos que pesam sobre os empregadores.
“Por que o governo não assume essa conta, que é a desoneração da folha, que é a redução de impostos e de encargos?”, questionou.
Na avaliação de Efraim Filho, os maiores prejudicados por uma eventual mudança sem contrapartidas seriam justamente os micro e pequenos empresários, responsáveis por uma parcela significativa da geração de empregos no país. Segundo ele, muitos empreendedores já enfrentam dificuldades para manter suas atividades diante dos altos custos operacionais e da carga tributária.
Ao reforçar sua posição, o senador deixou claro que apoia o fim da escala 6×1, mas condiciona o sucesso da proposta à participação do governo na construção de soluções que protejam a atividade econômica e a geração de empregos.
“Eu quero deixar minha posição muito clara a favor da escala 5×2. Agora, essa redução, o governo tem que dar a sua contribuição, reduzindo encargos e reduzindo impostos, e não o empreendedor pagar a conta”, concluiu.
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