A defesa da pizzaria La Favoritta, situada em Pombal, no Sertão da Paraíba, voltou a se manifestar na manhã desta sexta-feira (27) sobre o caso que apura uma possível intoxicação alimentar envolvendo mais de 90 pessoas após o consumo de pizzas do estabelecimento.
A ocorrência ganhou grande repercussão após a morte de uma mulher de 44 anos, além de dezenas de relatos de clientes que apresentaram sintomas de mal-estar. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o proprietário do local e a equipe de defesa questionaram a forma como as investigações vêm sendo conduzidas, criticaram os laudos apresentados e classificaram como “precipitadas” e “irresponsáveis” algumas conclusões divulgadas até o momento.
Na noite da última quinta-feira (26), surgiu a informação de uma possível contaminação bacteriana nos alimentos. A principal linha de investigação aponta para a presença da bactéria Staphylococcus aureus, que pode ter sido introduzida por falhas na manipulação dos alimentos, possivelmente por alguém com lesões nas mãos, facilitando a contaminação.
Posicionamento da defesa
Por outro lado, os advogados do estabelecimento levantam dúvidas sobre a confiabilidade de um dos exames laboratoriais. Segundo eles, não houve acesso oficial ao laudo, tendo o documento sido conhecido apenas de maneira extraoficial, após chegar à delegacia.
A defesa também destaca a ausência de detalhes sobre o ponto exato da coleta da amostra, bem como sobre as condições em que o material foi armazenado antes da análise.
“Outro aspecto que chama atenção é a menção a uma bactéria comum em ferimentos. No entanto, nossas pizzas são preparadas com o uso de equipamentos de proteção, como toucas e luvas. Além disso, passam por forno com temperatura em torno de 320 graus Celsius, o que eliminaria rapidamente esse tipo de microrganismo”, argumenta a defesa.
Outro ponto questionado diz respeito ao armazenamento da amostra examinada. De acordo com o laudo mencionado, o pedaço de pizza teria permanecido em temperatura ambiente, sem controle adequado, desde a noite anterior à análise, o que, segundo a defesa, pode comprometer a confiabilidade do resultado.
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