O dono da pizzaria La Favoritta, localizada em Pombal, se manifestou publicamente nesta terça-feira (17) após o caso que resultou na morte de uma mulher e levou outras 114 pessoas a procurarem atendimento médico com sintomas de possível intoxicação alimentar. Marcos Antônio afirmou que está colaborando com as investigações e disse ainda não saber o que teria provocado a situação.
De acordo com o empresário, ele próprio acionou a Vigilância Sanitária para que o estabelecimento fosse inspecionado. “Entrei em contato, convidei a equipe para ir até a pizzaria e marcamos um horário para a fiscalização. Quero entender o que aconteceu, assim como todos os envolvidos. Estou fazendo tudo que está ao meu alcance”, declarou.
Ele também destacou que tem entregue materiais para análise. “Estamos fornecendo tudo o que é solicitado. Preciso de respostas, assim como as autoridades e as pessoas afetadas. Quero esclarecer os fatos”, disse.
A vítima fatal foi identificada como Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos. Ela esteve na pizzaria no domingo (15), acompanhada do namorado, onde consumiu uma pizza de carne de sol. Após o retorno para casa, ambos passaram mal e procuraram atendimento no Hospital Regional de Pombal, sendo inicialmente liberados.
Na manhã da segunda-feira (16), Rayssa voltou a ser internada na unidade de saúde, já com quadro agravado. Segundo o hospital, a paciente apresentou rápida piora clínica, com sinais compatíveis com infecção grave, sendo encaminhada à UTI em estado crítico. A morte foi confirmada às 8h59 da terça-feira (17). O namorado também recebeu atendimento, mas não apresentou complicações mais graves.
Engenheira agrônoma e servidora pública, Rayssa foi descrita por familiares como uma pessoa “alegre, simples e acolhedora”. “Era divertida e muito querida por todos”, afirmou a prima, Izabele Freitas.
A advogada Raquel Dantas, que acompanha o caso, também se pronunciou por meio das redes sociais, lamentando a morte e prestando solidariedade à família. Ela ressaltou que ainda é cedo para conclusões definitivas. “É um momento de dor. Precisamos ter cautela, pois tudo ainda está sendo apurado”, afirmou.
Segundo a defesa, durante a fiscalização não teriam sido identificadas irregularidades nos produtos utilizados pelo estabelecimento. A interdição da pizzaria, de acordo com a advogada, foi uma medida preventiva, e até o momento não há confirmação de que os alimentos estejam diretamente ligados aos casos registrados.
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