O vereador Tarcísio Jardim, relator da CPI dos Combustíveis na Câmara Municipal de João Pessoa, informou nesta sexta-feira (27) que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, requisitou acesso integral ao material produzido pela comissão. O objetivo é aprofundar a apuração sobre o funcionamento do mercado de combustíveis na capital paraibana.
A revelação foi feita durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM. De acordo com o parlamentar, a solicitação ocorreu poucas semanas após o encerramento oficial da CPI, indicando que o conteúdo levantado localmente pode subsidiar investigações em âmbito nacional. Ele explicou que o Cade solicitou todos os elementos reunidos, incluindo provas, dados e o relatório completo da comissão.
Segundo Tarcísio Jardim, o pedido representa um reconhecimento da robustez do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses, embora não tenha sido inesperado. Ele ressaltou ainda a colaboração de órgãos como o Procon estadual e municipal, que contribuíram com informações relevantes durante a apuração.
O relator também destacou que muitos dos dados utilizados já existiam desde 2021, mas não haviam sido devidamente encaminhados ou aprofundados até então. Para ele, a CPI conseguiu reunir e sistematizar essas informações, fortalecendo o material investigativo.
Ao comentar os desdobramentos recentes no setor, o vereador afirmou que houve surpresa em relação ao momento das operações realizadas, já que, por envolverem sigilo, não havia conhecimento prévio das ações. Ainda assim, ele observou que as iniciativas atingem pontos já identificados durante a CPI, como a atuação de postos e distribuidoras.
Durante os trabalhos da comissão, foi constatado um impasse frequente entre os agentes do mercado. Conforme relatou, distribuidoras alegavam não ter ingerência sobre os preços praticados pelos postos, enquanto os postos afirmavam não controlar os valores definidos pelas distribuidoras.
Na avaliação do parlamentar, esse cenário de responsabilização difusa acaba prejudicando diretamente o consumidor, que é o principal afetado pelas oscilações e possíveis irregularidades no setor de combustíveis.
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