A prefeita de Areia, Sílvia Cunha Lima (MDB), declarou nesta terça-feira (8) apoio ao governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (PP) na disputa pelo Governo da Paraíba. A decisão marca uma mudança no posicionamento político da gestora, que anteriormente havia anunciado apoio ao ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB).
O anúncio foi feito por meio das redes sociais. Na publicação, Sílvia afirmou que a escolha tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento do município.
“Para Areia seguir em frente, crescendo e se desenvolvendo cada vez mais, vamos juntos com Lucas Ribeiro, o meu e o seu governador!”, escreveu a prefeita.
A mudança de apoio ocorre poucos dias após Sílvia ter sido cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Apesar da decisão, ela permanece no cargo enquanto recorre judicialmente.
O julgamento aconteceu na última sexta-feira (4) e terminou com placar de 4 votos a 3. O resultado foi definido pelo voto de desempate do presidente do TRE-PB, desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos.
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O processo apura a distribuição de cestas básicas a eleitores por servidores da Prefeitura de Areia, com uso de veículos e da estrutura do município, dois dias antes das eleições de 2024.
O relator da ação, desembargador Kéops de Vasconcelos, votou pela rejeição da cassação por abuso de poder político e econômico, reconhecendo apenas a ocorrência de conduta vedada. Os desembargadores Rodrigo Clemente e Giovanna Mayer acompanharam o entendimento.
A divergência foi apresentada pela desembargadora Helena Fialho, que reconheceu abuso de poder político e compra de votos na distribuição das cestas básicas. Os desembargadores João Benedito e Rodrigo Marques seguiram essa posição.
Com o voto de Márcio Murilo, a Corte decidiu pela cassação do mandato de Sílvia. A Justiça Eleitoral também determinou sua inelegibilidade por oito anos e aplicou multa de R$ 53.205.
O vice-prefeito Luiz Francisco dos Santos Neto (Podemos) também teve o mandato cassado por integrar a chapa beneficiada pelas condutas apontadas no processo. No entanto, ele não foi considerado inelegível, pois o Tribunal entendeu que não houve participação dele nas irregularidades.


