manifestação convocada pelo deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) em frente à residência oficial do governador João Azevêdo
Manifestação liderada por Cabo Gilberto

A manifestação convocada pelo deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) em frente à residência oficial do governador João Azevêdo (PSB), em João Pessoa, registrou baixa adesão nesta quinta-feira (15). O ato, tradicionalmente realizado pelo parlamentar no mês de janeiro desde 2022, foi alvo de críticas nos bastidores políticos e nas redes sociais devido ao público reduzido.

O esvaziamento do protesto, que buscava mobilizar policiais e membros das forças de segurança, foi interpretado por adversários como um fracasso de mobilização e até como um movimento de viés pré-eleitoral, repetindo um formato de ato que o parlamentar vem adotando nos últimos anos.

Apesar das críticas, Cabo Gilberto reagiu e negou que o protesto tenha sido pequeno.

“Não foram meia-dúzia”, afirmou o deputado.

O deputado estadual Sargento Neto (PL), também policial e aliado de Cabo Gilberto, seguiu na mesma linha e rebateu as avaliações de que o ato teria “flopado”. Os dois parlamentares são nomes ligados ao segmento militar e usam frequentemente a pauta da segurança pública como base de atuação política.

 

Reajuste salarial pode ter impactado mobilização

Nos bastidores, a leitura predominante é de que a baixa presença teria relação direta com o pacote de valorização concedido pelo Governo do Estado. No ano passado, João Azevêdo anunciou aquele que classificou como o maior reajuste salarial da história para todas as forças de segurança da Paraíba.

Ao todo, o governo concedeu 20% de aumento, medida que teria reduzido o clima de insatisfação e arrefecido a capacidade de mobilização para protestos no início do ano.

Com isso, a manifestação desta quinta-feira terminou sendo vista por adversários como um reflexo de que a pauta perdeu força e de que o movimento já não tem o mesmo apelo de anos anteriores.

Bloquinho político

Com caráter recorrente e já conhecido na cena política estadual, o ato passou a ser descrito por críticos como um “bloquinho pré-eleitoral”, pela proximidade com o calendário de articulações para 2026.

Mesmo com a baixa adesão, Cabo Gilberto reafirmou que continuará defendendo a categoria e mantendo a agenda de mobilizações no período.

 

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