O Hospital Regional de Pombal confirmou, na manhã desta terça-feira (17), a morte de uma servidora pública de 44 anos, ligada à Secretaria de Meio Ambiente do município. Este é o primeiro óbito relacionado à suspeita de intoxicação alimentar registrada recentemente na cidade.
A mulher foi admitida na unidade na segunda-feira (16), após apresentar, desde o dia anterior, sintomas como diarreia, vômitos intensos e dores abdominais, após consumo de alimentos. De acordo com a equipe médica, o estado de saúde se agravou rapidamente, evoluindo para uma infecção severa, o que exigiu internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar das tentativas de estabilização, ela faleceu às 8h59.
Diante de casos semelhantes, a Vigilância Sanitária realizou uma fiscalização no estabelecimento identificado pelas iniciais “L.F.” e determinou sua interdição. Durante a ação, alimentos e outros insumos foram recolhidos para análise laboratorial, que deverá apontar a origem da possível contaminação.
Entenda o caso
Ao todo, 94 pessoas buscaram atendimento médico em Pombal, no Sertão da Paraíba, entre a noite do domingo (15) e a segunda-feira (16), com sintomas de intoxicação alimentar. Todos relataram ter consumido alimentos no mesmo estabelecimento, posteriormente interditado.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os pacientes apresentaram sinais como náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia e mal-estar. Os atendimentos ocorreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Hospital Regional.
Na UPA, 43 pessoas foram atendidas e liberadas após avaliação. Já no Hospital Regional, outras 51 deram entrada com sintomas semelhantes, totalizando os 94 casos.
Após identificar o vínculo entre os atendimentos, a Vigilância Sanitária inspecionou a pizzaria La Favoritta, citada pelos pacientes. O local foi interditado, e alimentos e insumos foram apreendidos para investigação.
O material recolhido será submetido a exames que devem esclarecer a causa da contaminação. Até o momento, o estabelecimento não se pronunciou.
A apuração conta com o acompanhamento da Agência Estadual de Vigilância Sanitária, que dará suporte técnico às investigações.


