Lula celebra fim de tarifas impostas pelos EUA e destaca “respeito conquistado”
Imagem do presidente Lula ao lado do presidente dos estados unidos, Donald Trump - Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a fazer críticas à postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante entrevista à CNN nesta segunda-feira (21). Segundo Lula, o norte-americano estaria adotando uma postura semelhante à de um “imperador” nas relações com outros países.

Ao abordar as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, Lula afirmou que pretende priorizar o diálogo para tentar reduzir as taxas e evitar uma escalada comercial. O presidente declarou que, caso as negociações não avancem, o governo poderá analisar a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional.

“Eu não pretendo entrar em guerra tarifária nem com os EUA e nem com ninguém, eu quero negociar”, afirmou Lula. Ele explicou que, em um eventual impasse, o governo deverá avaliar quais produtos norte-americanos poderiam ser atingidos por medidas de reciprocidade.

Durante a entrevista, Lula também comentou as Eleições 2026 e afirmou que não considera adequada uma eventual interferência dos Estados Unidos no processo eleitoral brasileiro. O presidente disse ter tratado do assunto com Trump e relatou que o norte-americano teria afirmado que não pretende participar da disputa.

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Lula ainda mencionou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e demonstrou preocupação com sua proximidade com integrantes do bolsonarismo. O presidente, porém, ressaltou que, neste momento, trata-se de uma suspeita.

Outro alvo das declarações foi o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), chamado por Lula de “traidor da pátria”. O presidente também citou brasileiros condenados que estariam nos Estados Unidos e afirmou esperar esclarecimentos sobre recursos destinados à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Sobre a Venezuela, Lula classificou como grave a ação militar norte-americana que, segundo o relato apresentado na entrevista, resultou na captura de Nicolás Maduro. O presidente afirmou que a soberania venezuelana teria sido comprometida e defendeu a realização de eleições para que a população escolha o próximo governante.

Lula está em Nova York, nos Estados Unidos, para participar da 81ª Assembleia Geral da ONU. O discurso do presidente brasileiro está previsto para esta terça-feira (22), durante a abertura da reunião de alto nível das Nações Unidas.