A Prefeitura de João Pessoa apresentou, na manhã desta sexta-feira (23), no auditório do Centro Administrativo Municipal (CAM), a Pós-Graduação em Medicina de Emergência — uma iniciativa pioneira voltada ao aprimoramento dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de urgência e emergência da rede pública de saúde. A proposta busca elevar a qualidade do serviço prestado, unindo formação técnica especializada com um cuidado mais humano e sensível às necessidades da população.
Na ocasião, o prefeito Cícero Lucena ressaltou que a saúde pública deve oferecer um padrão de atendimento tão bom quanto — ou até superior — ao da rede privada. Ele destacou que o papel do serviço público é cuidar de quem mais precisa, com competência, compromisso e empatia.
“O serviço público pode e deve ter excelência, porque atende pessoas que realmente dependem dele. Na saúde, a humanização é essencial, pois lidamos com pacientes em momentos de dor, medo e fragilidade emocional. Nosso papel vai além de atender: é acolher”, afirmou o prefeito, ao elogiar a equipe responsável pela iniciativa e relembrar, de forma emocionada, sua atuação na implantação do Samu em João Pessoa.
O vice-prefeito Leo Bezerra também chamou atenção para a importância da sensibilidade no atendimento diário. Para ele, cada paciente representa alguém insubstituível para uma família. “Vocês cuidam, todos os dias, do bem mais precioso de alguém. O que pedimos é humanidade em cada gesto. Vocês são o reflexo da gestão perante a população. Quando os hospitais deixam de ser notícia por problemas, é sinal de que o trabalho está sendo bem feito”, destacou.
Já o secretário municipal de Saúde, Luis Ferreira, enfatizou o impacto profundo da pós-graduação, mesmo sendo uma ação que não gera retorno político imediato. “Estamos iniciando um projeto que não rende votos, mas salva vidas. Serão 30 médicos capacitados em Medicina de Emergência, aptos, ao final, a prestar a prova de título de especialista. Hoje, a Paraíba tem apenas dois profissionais com essa especialização”, explicou.
Ele acrescentou que a formação seguirá referências internacionais, incluindo cursos como ACLS, ATLS e POCUS, além de contar com validação da Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede). “É uma mudança que acontece longe dos holofotes, na ponta do sistema, mas que demonstra o compromisso de uma gestão verdadeiramente humana e diferenciada”, completou.
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