João Pessoa enfrenta colapso na coleta de lixo e gestão Leo Bezerra anuncia ação emergencial
Prefeito de João Pessoa Léo Bezerra/ Foto: Reprodução

Diante do agravamento da crise na coleta de lixo em João Pessoa, o prefeito Leo Bezerra (PSB) anunciou, nesta terça-feira (14), a criação de uma força-tarefa emergencial para restabelecer a normalidade do serviço na capital paraibana.

A decisão foi tomada após reunião com o superintendente da Emlur, Ricardo Veloso, em meio ao acúmulo de resíduos registrado em diversos bairros nos últimos dias. O cenário foi agravado por problemas operacionais e pela paralisação parcial das atividades da empresa Inovar Ambiental, responsável por parte da coleta.

De acordo com o planejamento apresentado, a coleta domiciliar deve ser totalmente normalizada até esta quarta-feira (15). A Emlur também informou que irá divulgar um novo calendário atualizado para orientar a população sobre os dias e horários do serviço.

Além disso, a gestão municipal prevê para a próxima semana a retomada da coleta especial, voltada à remoção de descartes irregulares. Outra medida anunciada é a operação “Limpa Bairro”, que irá concentrar esforços nas áreas mais afetadas pela crise.

A estrutura do serviço também será ampliada. Atualmente com cerca de 300 contêineres distribuídos pela cidade, a prefeitura prevê a instalação de mais 125 unidades ainda neste mês de abril.

O Sindlimp participou da reunião e assumiu o compromisso de evitar novas paralisações no curto prazo. Já a população foi orientada a colaborar, denunciando pontos de acúmulo de lixo por meio do aplicativo Na Palma da Mão.

Crise se arrasta há meses

Apesar das medidas emergenciais, a crise na limpeza urbana não é recente. O serviço já vinha apresentando falhas há meses. Em março, uma decisão da Justiça determinou a retirada de caminhões utilizados na coleta, em meio a uma disputa entre empresas fornecedoras de equipamentos.

Na ocasião, o juiz Alexandre Targino Gomes Falcão autorizou o cumprimento de mandado de reintegração de posse dos veículos vinculados à operação. A empresa Inovar Ambiental alegou que a medida poderia comprometer a continuidade do serviço, mas o pedido foi negado.

Em nota divulgada à época, a Emlur destacou que a responsabilidade contratual é da empresa prestadora e que os pagamentos por parte do município estavam em dia. Ainda assim, os ajustes realizados não foram suficientes para evitar o agravamento da situação, que agora atinge diferentes regiões da cidade.