O ex-governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), negou ter autorizado a saída de aliados da legenda e demonstrou insatisfação com a recente debandada de filiados que optaram por disputar as eleições por outros partidos.
Nos bastidores, circulavam informações de que lideranças como Pollyanna Werton, Rafaella Camaraense e Ricardo Barbosa teriam recebido aval para deixar o PSB — hipótese descartada por Azevêdo.
“Tem uns que ousam dizer que houve o aval do partido, não houve o aval do partido de forma nenhuma. O que houve foram escolhas pessoais. Essas escolhas determinaram os lugares onde estão. Que façam o seu papel”, afirmou durante agenda política no fim de semana.
O ex-governador também criticou a mudança de partido motivada exclusivamente por cálculos eleitorais, ressaltando a importância da coerência ideológica no cenário político.
“Somos fruto das nossas escolhas. Cada um escolhe o seu caminho. Me preocupa quando essas decisões são feitas apenas fazendo contas. A política é mais que isso. É preciso ter identidade ideológica. Caso contrário, pode parecer algo falso”, avaliou.
A declaração reforça o momento de tensão interna no PSB e evidencia o debate sobre fidelidade partidária e alinhamento ideológico no contexto das articulações para as eleições de 2026.


