O governador da Paraíba e presidente estadual do PSB, João Azevêdo, comentou as recentes saídas de lideranças da legenda e afirmou que as decisões foram individuais, sem qualquer aval do partido.
Ao analisar o cenário, Azevêdo destacou que as movimentações fazem parte do processo político, mas fez uma ressalva sobre os critérios adotados por alguns atores.
“Eu sempre digo que nós somos frutos das nossas escolhas. Cada um escolhe o seu melhor caminho. Me preocupa, muitas vezes, quando as escolhas são feitas única e exclusivamente fazendo conta. Eu acho que a política é mais do que conta”, afirmou.
O governador defendeu que as decisões partidárias devem estar fundamentadas em princípios e identidade ideológica. “A política tem que ter, no mínimo, uma identidade ideológica. As pessoas têm que estar agregadas a partidos cujos conceitos e ideais partidários sejam os ideais que você defende, porque senão vai parecer uma coisa falsa essa defesa”, disse.
Apesar das defecções, Azevêdo afirmou não ter qualquer problema com os que deixaram a sigla. “Eu não tenho dúvida nenhuma e nem tenho problema nenhum com quem quer que tenha saído do partido. Fez porque fez escolhas, foram escolhas pessoais. Não houve, e alguns tentam dizer que houve o aval do partido, não. O aval do partido, de forma nenhuma. O que houve foram escolhas pessoais”, ressaltou.
O gestor ainda afirmou que o foco do partido está na organização para as eleições e demonstrou confiança no desempenho da legenda. “Que façam o seu papel e, no final das eleições, se faça a avaliação. Nós estamos trabalhando. O PSB terá uma bela nominata, tanto para federal como para estadual”, pontuou.
A expectativa, segundo ele, é de fortalecimento da bancada. “A expectativa nossa é que a gente faça cinco deputados estaduais e um deputado federal, mantendo a bancada que tinha antes da saída do deputado Gervásio. E é isso que nós estamos trabalhando. Eu não tenho dúvida nenhuma de que nós vamos conseguir”, declarou.
Por fim, Azevêdo projetou um cenário ainda mais amplo para o partido. “Dessa vez, se Deus quiser, além dos cinco deputados estaduais e de um federal, que a gente tenha também um senador”, concluiu.
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