João Azevêdo diz ter se decepcionado com Cícero Lucena e classifica rompimento político como “frustração”
João Azevêdo classificou a ação norte-americana como uma “grave violação das normas internacionais” e advertiu para o risco de agravamento do cenário geopolítico

O governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), se posicionou nas redes sociais contra a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A manifestação foi publicada na tarde deste sábado (3), no perfil oficial do governador no Instagram.

Em tom firme, João Azevêdo classificou a ação norte-americana como uma “grave violação das normas internacionais” e advertiu para o risco de agravamento do cenário geopolítico. Para ele, iniciativas militares unilaterais abrem precedentes perigosos, enfraquecem a diplomacia e ameaçam a estabilidade global.

“É muito grave qualquer ataque à soberania de um país. Isso quebra as regras internacionais e coloca o mundo todo em risco. A força nunca vai substituir a diplomacia”, escreveu.

O governador destacou ainda que soluções duradouras para crises políticas devem respeitar os processos democráticos e priorizar o diálogo.

“Para encontrar saídas que funcionem de verdade, o que deve prevalecer é a soberania dos interesses do povo venezuelano e a paz”, completou.

Imagem: Reprodução / Redes Sociais

Azevêdo se soma a outras lideranças brasileiras que criticaram a ofensiva dos EUA. As manifestações, porém, não significam apoio ao governo de Nicolás Maduro — alvo frequente de denúncias por autoritarismo —, mas refletem a preocupação com a violação da soberania de um país latino-americano e com os impactos desse precedente.

O episódio reacendeu o debate, no Brasil e no mundo, sobre os limites da intervenção militar, o papel do direito internacional e a importância da diplomacia em um cenário de crescente tensão global.