A deputada estadual eleita Jô Oliveira (PCdoB) afirmou que pretende pautar seu mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) pelo diálogo com as diferentes correntes políticas, mas garantiu que manterá uma postura firme contra eventuais desrespeitos ou provocações durante as sessões. A declaração foi feita em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM, nesta quarta-feira (21).
Projetando o ambiente de trabalho com os futuros parlamentares, incluindo os membros da bancada do PL, Jô argumentou que o Poder Legislativo estadual precisa priorizar as demandas locais em vez de se limitar a desdobramentos das disputas ideológicas ou da política nacional.
“Eu acredito que, independente do aspecto ideológico, a gente, os 36, tem a tarefa de representar a Paraíba e os interesses da Paraíba”, pontuou.
Apesar de reconhecer que as pautas nacionais e os alinhamentos partidários são inevitáveis, Jô reforçou que a prioridade dos deputados deve permanecer nas necessidades da população paraibana.
“Isso não pode balizar a nossa atuação. Não pode ser só isso”, ressaltou.
A parlamentar fez questão de declarar que a postura aberta às negociações institucionais não significa recuo em seus posicionamentos. Relembrando a conduta que adota no Parlamento municipal de Campina Grande, Jô disse que responderá na mesma proporção caso seja confrontada desrespeitosamente.
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“Eu sou muito de boa, dialogo com todo mundo, converso com todas as forças e acredito que essa é a instância máxima de diálogo que a gente experimenta na democracia. Agora, eu não vou levar desaforo para casa, né? Nunca levei na Câmara, não vai ser na Assembleia que eu vou levar”, disse.
Ao final da entrevista, Jô Oliveira destacou a importância de construir um bloco unificado com as demais parlamentares eleitas para impulsionar projetos de interesse público e fortalecer a representatividade das mulheres nos espaços decisórios do estado.
“Eu espero que sim, porque a gente funciona muito bem, inclusive quando se organiza,quando se mobiliza, e a gente avança, inclusive enquanto representação política, quando as mulheres se somam mais”, concluiu.


