O mês de abril termina marcado por emoção, renovação e esperança no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), localizado em Santa Rita. A unidade da rede estadual, administrada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), realizou nesta quarta-feira (29) o primeiro transplante cardíaco de 2026, devolvendo qualidade de vida ao paciente Cosmo Braz, de 47 anos.
Residente de João Pessoa, Cosmo enfrentava um quadro severo de insuficiência cardíaca descompensada, decorrente de uma miocardiopatia isquêmica. Após quase um ano sendo acompanhado pela equipe especializada do hospital, ele foi incluído na lista de transplantes devido à rápida evolução da doença e às constantes internações.
Segundo a cardiologista Tauanny Frazão, responsável pelo Ambulatório de Transplante, o procedimento simboliza uma conquista coletiva. Ela ressaltou que o paciente já vinha sendo monitorado desde 2025 e apresentava um quadro bastante delicado, com fração de ejeção de apenas 17%, o que comprometia significativamente a função cardíaca.
A cirurgia só foi possível graças à decisão de uma família que, mesmo diante da perda, autorizou a doação dos órgãos de um homem de 35 anos após confirmação de morte encefálica. Ao receber a notícia de que havia um coração compatível, Cosmo descreveu o momento como uma explosão de sentimentos, agradecendo a Deus e aos familiares do doador pelo gesto de solidariedade.
Durante o tratamento, ele enfrentou momentos difíceis, incluindo a perda da esposa, que esteve ao seu lado durante a internação. Emocionado, relembrou o companheirismo dela e destacou o desejo de retomar a convivência com a filha de 15 anos, sonhando com um futuro diferente ao lado da família.
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Cosmo também fez questão de reconhecer o acolhimento recebido no hospital, destacando o empenho de todos os profissionais, desde a equipe médica até os funcionários de apoio, afirmando que o local se tornou sua segunda casa.
O cirurgião cardiovascular Maurílio Onofre, responsável pelo procedimento, destacou o compromisso e a responsabilidade envolvidos em cada etapa do transplante, desde a identificação do doador até a cirurgia. Ele enfatizou que o impacto vai além do paciente, refletindo diretamente na vida de todos ao seu redor.
Desde 2022, o Hospital Metropolitano já realizou 21 transplantes cardíacos, sendo nove apenas em 2025, incluindo um caso pediátrico. A unidade é a única da rede pública da Paraíba habilitada para realizar esse tipo de procedimento em adultos, contando com estrutura moderna, profissionais especializados e integração com a Central Estadual de Transplantes, além do apoio do Corpo de Bombeiros e da rede hospitalar estadual.
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