Na imagem, um transplante realizado no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita

O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP), localizado em Santa Rita, alcançou neste domingo (9) a marca de 23 transplantes cardíacos realizados desde o início das cirurgias na unidade, em 2022. O procedimento mais recente beneficiou um paciente de 51 anos, morador de Santa Rita, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Cardiologia e tinha prioridade na fila de transplantes devido à gravidade de seu estado de saúde.

O procedimento também foi o terceiro transplante cardíaco realizado pelo hospital em 2026, reforçando a atuação da unidade na assistência de alta complexidade e no atendimento a pacientes que dependem desse tipo de tratamento.

Para o superintendente da Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), Cícero Ludgero, o número alcançado representa mais um capítulo na história da medicina paraibana e nordestina. Ele lembrou que, em 1989, foi realizado o primeiro transplante cardíaco das regiões Norte e Nordeste.

“Em 1989, o primeiro transplante cardíaco realizado nas regiões Norte e Nordeste marcou a história da medicina. Hoje, a Paraíba também escreve um capítulo importante dessa trajetória ao alcançar o 23º transplante cardíaco realizado no Hospital Metropolitano”, destacou.

Segundo Cícero Ludgero, o transplante proporcionou uma nova possibilidade de vida ao paciente, que enfrentava um quadro grave. O procedimento foi possível graças ao trabalho integrado das equipes responsáveis pela captação, transporte e realização da cirurgia.

“Estamos falando de um paciente que estava na UTI, lutando pela vida, e recebeu uma nova oportunidade por meio de um coração captado em Campina Grande e transportado por via aérea até a unidade”, afirmou.

Órgão foi doado após confirmação de morte encefálica

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O coração utilizado no transplante foi doado pela família de um homem de 46 anos, internado no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Após a confirmação da morte encefálica, a família autorizou a doação do órgão, que era compatível com o paciente que aguardava pelo transplante na UTI de Cardiologia do Hospital Metropolitano.

A doação de órgãos é uma etapa essencial para a realização dos transplantes. Entre os órgãos que podem ser destinados a pacientes estão coração, rins, fígado, pulmões, pâncreas e intestino, além de diferentes tipos de tecidos.

A operação logística envolveu profissionais responsáveis pela captação e pelo transporte do órgão, além das equipes especializadas do Hospital Metropolitano. A cirurgia teve início às 19h30 deste domingo.

“Esse resultado é fruto do trabalho integrado de profissionais dedicados e do fortalecimento do SUS. Esta é a saúde pública que acreditamos e defendemos”, afirmou Cícero Ludgero.

Transplante pode beneficiar pacientes com insuficiência cardíaca grave

O transplante cardíaco é indicado principalmente para pacientes que apresentam insuficiência cardíaca grave e que não obtiveram resposta satisfatória aos tratamentos disponíveis. O procedimento consiste na substituição do coração comprometido por um órgão saudável proveniente de um doador.

A realização dos transplantes integra os serviços de alta complexidade oferecidos pelo Hospital Metropolitano, que atende pacientes com doenças cardíacas graves e casos em que o transplante é considerado uma alternativa terapêutica.