O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), proferiu um duro discurso no Plenário criticando campanhas políticas fundamentadas em agressões pessoais e na ausência de projetos reais para o desenvolvimento do País. O parlamentar lamentou que parte dos eleitos tenha alcançado espaço no Congresso Nacional priorizando ataques a adversários e instituições sem debater temas importantes.
✅Clique aqui para seguir o canal Poder Paraíba no WhatsApp
Na avaliação do senador, a atividade parlamentar precisa retomar urgentemente pautas centrais para a população, como investimentos em infraestrutura, geração de empregos, avanço na saúde, fortalecimento da educação e desburocratização de licenças ambientais.
“Infelizmente, muitos atores políticos do meu país, chamado Brasil, se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas”, afirmou.
Durante a manifestação, o presidente do Senado também apontou a incoerência de discursos que questionam a lisura das urnas eletrônicas apenas quando o resultado das urnas se mostra desfavorável. Ele destacou a contradição de candidatos que validam as eleições de deputados e senadores no primeiro turno e passam a colocar em dúvida a segurança do sistema em casos de segundo turno.
“No primeiro turno, abriu a urna eletrônica e essa mesma urna eletrônica que tem 30 anos, ela serviu”, declarou. “Eu queria encontrar um para dizer que estava errada desde o primeiro turno. Eu queria encontrar um para dizer que só deu errado no segundo turno”, disse.
Alcolumbre ressaltou ainda que as agressões também se estenderam ao Judiciário, ao Executivo e à própria presidência do Senado, rebatendo cobranças pelo descabimento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao concluir, o senador citou o líder do governo, Randolfe Rodrigues (PT-AP), ao rechaçar manifestações promovidas por lideranças no Amapá com foco exclusivo no ataque pessoal.
“Senador Randolfe Rodrigues, as coisas estão impossíveis no Brasil. Eu acho que já é a décima vez que eu falo isso aqui. Estão impossíveis porque a todo instante eu estou falando das ofensas, das agressões e das ameaças, ao ponto de lideranças políticas saírem do estado do Brasil para irem no estado do presidente do Senado ofender ele”, declarou Alcolumbre.
“A gente precisa respeitar todas as opiniões. A gente precisa respeitar a divergência. A gente precisa respeitar o contraditório”, completou.


