Dois eleitores foram detidos na manhã deste domingo (4) por suspeita de violação do sigilo do voto em Santa Luzia e Patos, no Sertão da Paraíba. Nos dois casos, segundo as forças de segurança, houve utilização de celular para registrar o momento da votação.
Em Santa Luzia, o caso aconteceu na Escola Municipal Arlindo Beto. Segundo o comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Deuslânio Menezes, o eleitor teria entregue um aparelho celular ao mesário, mas mantido outro escondido para filmar a urna eletrônica.
“O eleitor deixou um celular com mesário e escondeu outro pra filmar a urna”, relatou o comandante.
A situação foi percebida pelo mesário, que acionou a Polícia Militar. O eleitor foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Santa Luzia para a adoção dos procedimentos cabíveis.
Em Patos, eleitor publicou vídeo do voto
O segundo caso ocorreu em Patos. De acordo com a Polícia Civil, um eleitor filmou o próprio voto e posteriormente compartilhou as imagens em um grupo de aplicativo de mensagens, revelando o candidato escolhido.
A ocorrência chegou à polícia após comunicação da juíza eleitoral Isabela Joseane. A partir das informações obtidas no local de votação e com apoio das equipes de investigação, os policiais identificaram o eleitor e seguiram até a residência dele.
Segundo o delegado Thitto Amorim, o homem reconheceu ter publicado o conteúdo e afirmou que já havia apagado o vídeo.
“Fomos então à casa do indivíduo e ao chegar, fomos atendidos por esse eleitor que imediatamente já nos deu informação que sabia a razão de que estávamos lá. Que era porque tinha postado esse vídeo, mas que se arrependeu e já tinha apagado”, relatou o delegado.
O eleitor foi encaminhado à Polícia Federal, onde foi lavrado um termo circunstanciado. Após os procedimentos, ele foi liberado e responderá em liberdade.
A legislação eleitoral proíbe o uso de celular, máquina fotográfica, filmadora ou qualquer equipamento capaz de registrar ou transmitir imagens dentro da cabine de votação. A medida busca preservar o sigilo e a liberdade do voto.


