Presidente da Câmara, Edvaldo Neto assume Prefeitura de Cabedelo e descarta retaliações ao grupo de André Coutinho: "sem perseguições"
Prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto - Foto: Reprodução

A questão da segurança pública e a atuação do crime organizado voltaram ao centro do debate político na Região Metropolitana de João Pessoa. O prefeito interino de Cabedelo e candidato à prefeitura do município, Edvaldo Neto (Avante), afirmou nesta quinta-feira (12) que tem enfrentado restrições impostas por facções criminosas para realizar atividades de campanha em determinadas comunidades da cidade.

Durante entrevista à CBN João Pessoa, o gestor disse que a equipe optou por não entrar em algumas localidades para evitar possíveis represálias contra moradores que manifestem apoio à candidatura.

“Existem comunidades onde nossa entrada está limitada. Respeitamos a população e evitamos ir até esses locais porque, mesmo havendo apoiadores e eleitores que desejam votar em nosso projeto, não queremos expor essas pessoas a possíveis consequências depois”, explicou.

Questionado sobre quais áreas enfrentam essas restrições, Edvaldo citou diretamente algumas localidades. “Renascer e Salinas Ribamar são exemplos de comunidades onde, neste momento, não conseguimos realizar atividades de campanha. Já levamos essas informações à juíza eleitoral e encaminhamos materiais que recebemos. Também reforçamos nossa segurança para continuar a campanha, mas essa situação é real e já foi comunicada às autoridades de segurança para as providências necessárias”, afirmou.

Segundo o prefeito interino, as restrições teriam sido impostas por grupos criminosos. Ele afirmou que a situação estaria relacionada à postura da atual gestão municipal de não aceitar qualquer tipo de interlocução com essas organizações.

“São as próprias facções que dizem que não podemos entrar nessas comunidades. Em um primeiro momento houve tentativas de aproximação, mas fechamos completamente essa porta. Não dialogamos com esse tipo de situação. Algumas pessoas tentaram enviar recados, porém não aceitamos nenhum tipo de acordo ou conversa. Diante disso, deixamos de entrar nesses locais e comunicamos tudo às autoridades competentes”, declarou.

A eleição suplementar para definir o novo prefeito de Cabedelo está marcada para 12 de abril. O novo pleito foi convocado após a Justiça Eleitoral do Brasil determinar a cassação dos mandatos do então prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP), investigados por suposto envolvimento com facções criminosas e por irregularidades relacionadas à eleição municipal de 2024.