O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley (MDB), reagiu às movimentações de vereadores que já articulam a sucessão no comando da Casa e classificou a antecipação da disputa como uma “faca nas costas” de Cícero Lucena (MDB) e Léo Bezerra (PSDB).
Dinho também mandou um recado direto aos interessados na presidência do Legislativo: não abrirá mão de comandar as articulações para a escolha da próxima Mesa Diretora.
“Você antecipar uma eleição que é 1º de janeiro é ‘faca nas costas’ de Cícero e de Léo. Eu acho uma deslealdade e um egoísmo”, disparou durante entrevista ao Hora H, da TV Norte.
A declaração ocorre em meio às movimentações de nomes interessados em assumir o comando da Câmara no próximo biênio. Para Dinho, o momento é inadequado para antecipar uma disputa interna enquanto aliados estão envolvidos diretamente nas eleições de outubro.
O presidente da Casa estabeleceu, inclusive, uma data a partir da qual considera legítimo abrir as negociações: depois de 4 de outubro.
“Isso tem que ser discutido a partir do dia 4 de outubro, que é a eleição. Depois disso a gente vai sentar, até porque a eleição é dia 1º de janeiro. Tem outubro, novembro e dezembro para discutir”, afirmou.
Na avaliação de Dinho, antecipar a sucessão da Câmara pode provocar desgaste político justamente durante a campanha de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba e em meio à administração de Léo Bezerra na Capital.
Apesar de reconhecer que diferentes vereadores do bloco governista podem disputar o cargo, Dinho afirmou que apoiará quem reunir maioria. Mas deixou uma condição explícita: pretende estar no centro da articulação.
“Eu vou conduzir o processo e não vou abrir mão. Até porque eu tenho voto e voto também”, avisou.
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Candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba, Dinho ressaltou ainda que uma eventual eleição para deputado estadual não o afastará imediatamente das negociações na Câmara.
“Se eu me eleger estadual, eu só renuncio ao mandato no dia 1º de fevereiro. Em janeiro ainda estarei na Câmara. Então, muita calma nessa hora, querido”, declarou.
Com a fala, Dinho tenta frear a largada antecipada pela presidência da Câmara e deixa claro aos possíveis candidatos que pretende manter influência direta sobre a definição de quem comandará o Legislativo pessoense no próximo biênio.

