A desistência da vereadora de Campina Grande, Ivonete Ludgério, da pré-candidatura à Câmara dos Deputados ampliou a preocupação da direção do PSD da Paraíba com a formação da chapa proporcional para as eleições de 2026. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (29) pela parlamentar e pelo ex-deputado estadual Manoel Ludgério, que afirmaram que ela nunca teve a intenção de disputar o mandato de deputada federal.
Mais cedo, havia sido revelada a aproximação de Ivonete com o governador e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), após o Podemos oficializar apoio ao projeto do progressista. Apesar disso, o casal reafirmou que apoiará o ex-prefeito Cícero Lucena (MDB) na disputa pelo Governo da Paraíba, destacando que mantém uma relação de amizade com Lucas.
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A saída de Ivonete representa um novo revés para o PSD, cuja nominata para a Câmara Federal já era vista como uma das mais frágeis entre os principais partidos. A legenda trabalha para tentar garantir a reeleição dos deputados federais Mersinho Lucena e Wellington Roberto, mas passa a enfrentar um cenário ainda mais desafiador.
Além do impacto político, a desistência também traz reflexos na composição da chapa. Com a redução do número de candidatas mulheres, o PSD passa a correr o risco de descumprir a cota mínima de gênero. Caso outra candidata deixe a disputa, a legenda será obrigada a retirar três candidatos homens para manter a proporcionalidade exigida pela legislação eleitoral.



