Da maneira como o senador Efraim Filho se jacta hoje de pertencer à oposição paraibana, fica parecendo que ele ocupa essa posição política desde que Ricardo Coutinho assumiu o governo, em 2011.

E não é bem assim. Quer um exemplo?

Em materia jornalistica de 2021, depois de uma reunião com João Azevêdo, o então deputado federal comemorou o atendimento do governador a um pedido de aliado do governo: “Excelente notícia para Santa Luzia, em audiência com o governador João Azevedo nesta segunda feira, ele acolhe o nosso pedido pela pavimentação asfáltica da travessia urbana de Santa Luzia, num total de 1,6 Km e anuncia logo mais no programa Fala Governador. Obra essencial para melhorar o trânsito, a mobilidade urbana e o fluxo comercial nas principais avenidas da cidade. Nosso compromisso é com o povo. Obrigado Governador”.

Efraim Filho apoiou João Azevêdo em 2018, e seu partido à época, o DEM, integrou a mesma coligação que reunia PSB, PT, PCdoB, PDT, entre outros partidos. E por quase quatro anos, o hoje senador apoiou o governo João Azevêdo, fazendo-o com tanta ênfase que chegou a disputar a única vaga de senador com Aguinaldo Ribeiro, este sim, à época, um recém-convertido ao governismo.

E Efraim Filho só não foi o candidato a senador de João Azevêdo porque sabia que esse lugar já tinha dono. Mesmo assim, quando migrou para a oposição, manteve o apoio de quase metade da base governista, especialmente o Republicanos de Hugo Motta e Adriano Galdino, fora os apoios declarados que teve do PSB.

Enfim, se antiguidade aos 16 anos de governos do PSB é posto, Pedro Cunha Lima é o único dos atuais candidatos a governador que está na oposição há mais tempo e, ainda assim, apenas a partir de 2014. Aliás, Cícero Lucena foi oposição na eleição de 2010 e durante os quatro primeiros anos de Ricardo Coutinho. Entre 2015 e 2020, ficou fora da política e só se tornou aliado de João Azevêdo em 2020.

Já Efraim Filho foi mais governo que oposição.