A cabeleireira Janiny Lima, proprietária de um estabelecimento na cidade de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa, gerou repercussão e controvérsia nas redes sociais ao publicar vídeos e textos direcionados a empresários da região. Nas postagens, a mulher incita a demissão de funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das Eleições 2026.
Nas gravações divulgadas, a profissional pressiona empregadores a desligarem os trabalhadores alinhados ao espectro político da esquerda.
“Arrocha, arrocha! Dale no sangue. Esses filhos da p*ta estão contra vocês”, declarou. Na sequência, Janiny afirma aos empresários de sua rede de contatos que dispõe de uma lista de pessoas para indicar aos cargos que ficarem vagos com a dispensa dos empregados alvos da discriminação.
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As declarações repercutiram rapidamente entre usuários e entidades de classe, gerando uma onda de repúdio e denúncias no ambiente virtual contra a conduta da profissional.
O incentivo à dispensa de trabalhadores motivada unicamente por sua convicção ou voto partidário configura grave violação às leis trabalhistas vigentes no país e à Constituição Federal, que assegura a liberdade de consciência e de manifestação política.
Especialistas em Direito do Trabalho alertam que a prática de demitir ou pressionar funcionários por motivos eleitorais pode ser enquadrada como assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Além das sanções civis e indenizações por dano moral individual e coletivo impostas pela Justiça do Trabalho, os envolvidos ficam sujeitos a investigações conduzidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e a responsabilização na esfera criminal.


