Prefeito de Campina Grande Bruno Cunha Lima
Na imagem, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil) - Foto: Reprodução

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), voltou a movimentar, nesta terça-feira (25), as articulações em torno de seu segundo voto para o Senado nas eleições de 2026. Até o momento, o gestor declarou apoio apenas ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), enquanto mantém em aberto a escolha do segundo candidato.

Apesar de ainda não revelar quem receberá seu apoio, Bruno deixou claro que não pretende adotar uma postura de neutralidade na disputa.

Questionado sobre a possibilidade de apoiar o ex-prefeito de Patos e candidato ao Senado Nabor Wanderley (Republicanos), o prefeito evitou comentar a composição da chapa, especialmente sobre a presença da senadora Daniella Ribeiro (PP) como suplente.

“Eu não faço uma avaliação disso. Não estou aqui para fazer avaliação da chapa, da candidatura de ninguém, e muito menos do nome de ninguém. Então, não vou me permitir tecer comentários”, declarou.

Mesmo sem antecipar sua escolha, Bruno foi direto ao afirmar que não pretende deixar seus aliados livres para decidir individualmente o segundo voto.

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“Não existe neutralidade na política. Ainda que fosse um caminho, neutralidade seria uma decisão também”, afirmou.

Segundo o prefeito, como cada eleitor terá direito a escolher dois nomes para o Senado, ele deverá apresentar uma definição sobre seu segundo apoio durante a campanha.

A movimentação de Bruno ganhou destaque desde junho, quando ele foi visto ao lado de Nabor Wanderley e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), durante uma noite de shows do São João no Parque do Povo, em Campina Grande.

Além de Nabor, outro nome considerado nas articulações é o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL). A tendência, porém, é que Bruno Cunha Lima escolha um candidato para o segundo voto, afastando cada vez mais a possibilidade de liberar sua base para uma decisão individual.

A definição também ocorre em meio às articulações para 2028, já que as alianças construídas neste ano podem ter impacto direto nos próximos movimentos políticos do prefeito de Campina Grande.