Na imagem, o senador Rogério Marinho (PL)

O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4) o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado Federal. A indicação foi anunciada após reunião de parlamentares da legenda, em Brasília, e marca o início de uma articulação para enfrentar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição em fevereiro de 2027.

Apesar do lançamento, a candidatura enfrenta dificuldades para consolidar o apoio da direita. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também pretende disputar o comando do Senado, o que pode fragmentar os votos da oposição e favorecer Alcolumbre.

 

Rogério Marinho afirma ter mais de 40 votos

Durante a reunião, Marinho afirmou que já contabiliza mais de 40 votos para a disputa. A eleição, marcada para 1º de fevereiro de 2027, exige pelo menos 41 votos dos 81 senadores para garantir a presidência da Casa.

O PL aposta no fortalecimento de sua bancada na próxima legislatura e conta com o apoio do Novo. O senador também busca ampliar sua base entre parlamentares de outras siglas, especialmente do Centrão.

 

Tereza Cristina também busca apoio

 

A senadora Tereza Cristina mantém o projeto de disputar a presidência e tenta atrair parlamentares de diferentes correntes políticas. Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, ela aposta no diálogo com o Centrão e na possibilidade de se tornar a primeira mulher a comandar o Senado.

Marinho e Tereza já conversaram sobre a possibilidade de unificar a candidatura em um momento posterior. O senador do PL afirmou que os dois devem buscar um entendimento para evitar uma disputa interna.

A divisão preocupa setores da oposição, que avaliam que candidaturas concorrentes podem facilitar a recondução de Alcolumbre.

 

Alcolumbre articula reeleição

 

Davi Alcolumbre trabalha para permanecer no comando do Senado e conta com apoio de setores do Centrão e de partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A disputa também envolve divergências sobre a agenda política da Casa, incluindo a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a eleição prevista para fevereiro, as próximas semanas devem ser marcadas por negociações entre partidos e lideranças para definir alianças e consolidar os votos necessários à presidência do Senado.