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O Brasil volta às urnas neste domingo (25) para decidir quem será o presidente da República pelos próximos quatro anos em uma das disputas eleitorais mais acirradas da história recente do país. Ao todo, 158,7 milhões de eleitores estão aptos a participar do segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A eleição chega à reta final marcada pelo equilíbrio entre os dois candidatos. Desde o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, a diferença entre os concorrentes se manteve pequena, refletindo uma disputa polarizada e sem grande vantagem consolidada para nenhum dos lados.

Na primeira etapa da votação, Flávio Bolsonaro terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou em segundo lugar, com 45,16%. A diferença de apenas 1,87 ponto percentual foi a menor registrada entre os dois candidatos mais votados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização brasileira.

O resultado colocou a disputa em um cenário de forte competitividade para o segundo turno. Nas últimas pesquisas eleitorais divulgadas antes da votação, os candidatos apareceram tecnicamente empatados.

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O levantamento Datafolha, divulgado neste sábado (24), apontou Flávio Bolsonaro com 51% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 49%. A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, caracterizando empate técnico.

A distância entre os dois candidatos no levantamento é a menor já registrada pelo Datafolha em uma pesquisa realizada na véspera de um segundo turno presidencial desde 1989, quando o país voltou a escolher diretamente seu presidente após o regime militar.

O cenário contrasta com eleições anteriores, nas quais os candidatos chegaram ao segundo turno com diferenças maiores nas pesquisas de intenção de voto. Em 2022, por exemplo, o Datafolha divulgado no dia anterior à votação apontava Lula com 52% dos votos válidos, contra 48% de Jair Bolsonaro, uma diferença de quatro pontos percentuais.

Naquele pleito, Lula venceu Bolsonaro por uma margem histórica apertada. O petista recebeu 50,9% dos votos válidos, enquanto o então presidente terminou com 49,1%, uma diferença de apenas 1,8 ponto percentual, a menor já registrada em uma eleição presidencial na Nova República.

Quatro anos antes, em 2018, a disputa apresentou uma vantagem mais ampla. Na véspera do segundo turno, o Datafolha indicava Jair Bolsonaro com 55% contra 45% de Fernando Haddad (PT). Nas urnas, Bolsonaro foi eleito com 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% do adversário.

Já em 2002, quando Lula conquistou sua primeira vitória presidencial, a diferença era ainda maior. O Datafolha apontava o petista com 64% das intenções de votos válidos, contra 36% de José Serra (PSDB), uma vantagem de 28 pontos percentuais na véspera da votação.

A disputa mais próxima antes do atual cenário havia ocorrido em 1989, na primeira eleição presidencial direta após o período de exceção. Na ocasião, Fernando Collor aparecia três pontos à frente de Lula na pesquisa de véspera do segundo turno. Nas urnas, Collor venceu com 53,03% dos votos válidos, contra 46,97% do petista.

Além do equilíbrio nas pesquisas, a eleição de 2026 também é marcada pela alta mobilização dos dois campos políticos. Nas últimas semanas, Lula e Flávio Bolsonaro intensificaram agendas de campanha, atos públicos e busca por votos em diferentes regiões do país.

Com uma diferença pequena entre os candidatos e um eleitorado de quase 159 milhões de pessoas, a expectativa é de uma apuração disputada. O resultado final será conhecido após o encerramento da votação e a totalização oficial dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).