Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram, na noite desta sexta-feira (23), do último debate antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). O encontro, promovido pela TV Globo e mediado pelo jornalista César Tralli, foi marcado por embates diretos, troca de acusações e apresentação de propostas para diferentes áreas do país.

Ao longo da discussão, os candidatos defenderam suas plataformas para temas como infraestrutura, geração de empregos, salário mínimo, aposentadorias, saúde, educação, segurança pública, saneamento básico, agronegócio e combate ao endividamento das famílias.

O confronto também teve espaço para ataques pessoais. Flávio Bolsonaro chamou Lula de “nove dedos”, acusou o presidente de elevar a carga tributária e questionou se “quem governa o Brasil é Lula ou o Google”, em referência aos pedidos do petista para que eleitores verificassem informações na internet.

Lula respondeu classificando o adversário como “miliciano”, criticou sua proximidade com o presidente norte-americano Donald Trump durante o episódio das tarifas sobre produtos brasileiros e relembrou o caso da menina Ana Clara, de cinco anos, morta por um tiro de fuzil, citando a atuação de Flávio como advogado de um dos acusados no processo.

Entre as propostas apresentadas, Flávio prometeu reajustar o salário mínimo e as aposentadorias acima da inflação, ampliar investimentos em infraestrutura, reforçar o Plano Safra, endurecer o combate ao crime organizado, investir no Sistema Único de Saúde (SUS) e criar mecanismos para refinanciamento das dívidas da população.

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Já Lula destacou obras de infraestrutura em andamento, defendeu os investimentos em educação, saúde e programas sociais, afirmou que pretende ampliar o crédito para famílias endividadas e reforçou o compromisso com a expansão do ensino integral, do Programa Pé-de-Meia e do fortalecimento do SUS.

No bloco de tema livre, os candidatos trocaram acusações envolvendo o advogado Willer Tomaz, o banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master, a negociação da ilha adquirida pelo jogador Richarlison e o caso Covaxin, além de discutirem segurança pública e corrupção.

Nas considerações finais, Lula pediu votos para continuar no Palácio do Planalto, afirmou que representa a defesa da democracia e destacou sua trajetória política. Flávio Bolsonaro disse que pretende devolver o poder de compra da população, fortalecer a segurança pública e pediu confiança do eleitorado para comandar o país pelos próximos quatro anos.

O debate foi dividido em quatro blocos, com perguntas temáticas, direito de réplica e tréplica, encerrando a série de confrontos entre os candidatos antes da votação do segundo turno.