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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao último debate presidencial antes do segundo turno, agendado para a noite desta sexta-feira (23) nos estúdios da TV Globo, com suas respectivas estratégias de campanha calibradas para o confronto direto.

O encontro representa a oportunidade final de maior alcance em rede nacional para influenciar a decisão do eleitorado antes da votação marcada para o próximo domingo (25). Os dois QGs concentram esforços para dialogar com os indecisos e estimular o comparecimento às urnas, tendo no horizonte o índice do primeiro turno, quando mais de 33 milhões de brasileiros deixaram de votar.

Na preparação do presidente Lula, a estratégia é estruturar uma combinação entre o contraponto direto ao adversário e a prestação de contas de seu mandato, projetando iniciativas para um eventual novo período de governo. A equipe do presidente planeja cobrar posicionamentos de Flávio sobre temas relacionados à transparência e à abertura de sigilos, ao mesmo tempo em que reforça os programas sociais e trabalhistas da gestão. A avaliação dos coordenadores é de que Lula precisa manter o controle emocional diante de eventuais provocações, otimizando a administração do tempo de fala para expor realizações e compromissos pragmáticos.
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Por outro lado, a articulação de Flávio Bolsonaro orienta o candidato a adotar uma postura de maior moderação no palco, contendo o ímpeto de embates agressivos para priorizar a apresentação de propostas nas áreas de segurança pública e economia. Avaliações internas de aliados indicam que o tom adotado no debate anterior transmitiu uma imagem excessivamente ríspida. O foco do candidato do PL será responder com dados técnicos e focar em tópicos considerados vulneráveis na administração do atual governo.

O desafio imposto aos dois concorrentes será converter o desempenho no programa em consolidação efetiva de votos, evitando deslizes que possam ser explorados negativamente em cortes de redes sociais. Às vésperas da abertura das urnas, Lula visa mobilizar a participação de sua militância e reduzir a abstenção, enquanto Flávio busca ampliar alianças e segurar suas margens de apoio para o domingo decisivo.