Flávio Bolsonaro pede desculpas após jornalista afirmar que ele foi “pego na mentira” ao negar relação com Daniel Vorcaro: “Eu sabia que eles iam jogar sujo”
Na imagem, o senador e candidato a presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL)

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita o desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. No entanto, o parlamentar condicionou a medida à divulgação de informações de familiares, assessores e instituições ligadas ao adversário.

Durante agenda em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, Flávio declarou que pretende levar a proposta adiante, mas cobrou contrapartidas de Lula. Entre as exigências, estão a abertura do sigilo telefônico de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola e ex-chefe de gabinete do presidente, além da divulgação de informações sobre o Instituto Lula e os gastos do cartão corporativo da Presidência.

Flávio também pediu acesso a dados de empresas relacionadas aos familiares do petista, registros de reuniões com o banqueiro Daniel Vorcaro e informações sobre visitantes do Palácio da Alvorada. As solicitações foram apresentadas como condições para a divulgação dos próprios dados do senador.

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A disputa começou durante o debate presidencial da TV Band, no domingo (18), quando Lula desafiou o adversário a autorizar a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas. Na terça-feira (20), o presidente formalizou a autorização ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo dados de familiares e estabelecendo como condição que Flávio adotasse medida equivalente.

A proposta de Lula abrange os últimos oito anos. Já Flávio afirmou estar disposto a liberar informações referentes aos últimos 20 anos, mas ampliou a lista de pessoas e instituições cujos dados deseja que também sejam divulgados.