O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quarta-feira (23), durante ato de campanha no Rio de Janeiro, que quer o fim do mercado de apostas esportivas no Brasil.
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Segundo o chefe do Executivo, a medida tem como foco principal a proteção social, com especial atenção à juventude, apontada como o principal alvo dos algoritmos e do apelo comercial das plataformas de apostas online.
“Essa não é uma guerra, é uma decisão. A minha preocupação é que hoje tem uma parte da juventude atrelada aos algoritmos. E, se a gente não fizer essa luta, os algoritmos vão ganhar. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Eu terei o imenso prazer de acabar com as bets”, disse.
Durante o pronunciamento, Lula também rebateu diretamente as críticas feitas por clubes de futebol, que defendem a manutenção do setor regulamentado devido à alta dependência financeira de contratos de patrocínio firmados com casas de apostas.
“Em nome da boa política, em nome da sociedade brasileira, a gente vai acabar com isso e os times que aprendam a viver sem lavagem de dinheiro. É isso. Vai ser assim. E isso vai ser bom para a juventude”, disparou o presidente.
Nos bastidores de Brasília, a equipe econômica e os ministérios envolvidos avaliam diferentes alternativas para lidar com o avanço do setor. As opções variam desde a proibição total das atividades de apostas esportivas no país até a imposição de restrições severas, como o veto completo à publicidade de empresas do segmento e a proibição de cassinos virtuais, incluindo jogos eletrônicos de alta popularidade, a exemplo do chamado “Tigrinho”.
Apesar da forte sinalização do presidente, uma reunião realizada nesta quarta-feira entre membros do governo encerrou-se sem uma discussão final sobre o formato da medida. A expectativa inicial é que eventuais alterações no marco regulatório sejam enviadas ao Congresso Nacional por meio de uma Medida Provisória (MP).

