O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires (HMDJMP) promoveu, nesta segunda-feira (31), uma programação especial em alusão ao Dia D do Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa reuniu profissionais da unidade para discutir formas de ampliar o acolhimento humanizado e fortalecer a rede de proteção às vítimas.
Durante as atividades, foram realizadas palestras e momentos de reflexão sobre violência contra a mulher, saúde mental, autoestima, fortalecimento emocional e o papel dos serviços de saúde na identificação e no atendimento de vítimas.
A diretora-geral do hospital, Louise Nathalie, destacou que a iniciativa busca preparar os profissionais para lidar com situações de violência de maneira mais sensível e humanizada.
Segundo ela, o atendimento deve considerar não apenas as necessidades clínicas, mas também os aspectos emocionais e sociais enfrentados pelas mulheres. A proposta é estimular uma escuta qualificada, baseada no respeito, na empatia e no acolhimento.
A gerente operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Patrícia Arruda, também participou da programação e ressaltou que a discussão precisa alcançar toda a sociedade. Para ela, conscientizar homens e mulheres é fundamental para ampliar o respeito e fortalecer as ações de prevenção e combate à violência.
Entre os assuntos discutidos esteve a autoestima e o fortalecimento emocional das mulheres. O tema foi apresentado pelo psicólogo Danillo Teodósio, coordenador da Psicologia do Hospital Metropolitano.
O profissional destacou a importância de promover um debate sem julgamentos e de fortalecer as pessoas que integram as redes de apoio. De acordo com ele, o acesso à informação pode ajudar mulheres a reconhecer situações de violência e encontrar caminhos para romper ciclos abusivos.
Danillo também ressaltou que familiares, amigos e profissionais preparados podem exercer papel importante nesse processo, contribuindo para o fortalecimento da autoestima e da identidade das vítimas.
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Outro tema abordado foi “Quando a violência termina?”, apresentado pela psiquiatra Camila Franca. A profissional explicou que os impactos da violência podem permanecer mesmo após o afastamento do agressor, a obtenção de medidas protetivas ou a mudança de endereço e telefone.
Camila defendeu ainda que profissionais da área de saúde mental estejam preparados para ouvir e acolher mulheres vítimas de violência, sem julgamentos ou responsabilização da vítima.
A colaboradora Geane Ferreira, que participou das atividades, reforçou a necessidade de manter o assunto em discussão e ampliar o conhecimento sobre os canais de apoio disponíveis. Ela destacou que muitas mulheres enfrentam situações de violência de forma silenciosa e, por vezes, não sabem onde buscar ajuda.
Sala Lilás
A programação também destacou o projeto de implantação da Sala Lilás no Hospital Metropolitano. O espaço será destinado ao atendimento especializado e humanizado de mulheres vítimas de violência, com a realização dos encaminhamentos necessários dentro da rede de proteção.
De acordo com Patrícia Monteiro, coordenadora responsável pela Sala Lilás, a proposta é garantir que as mulheres atendidas na unidade tenham acesso à assistência necessária e não deixem o hospital sem encaminhamento adequado.
A iniciativa prevê a atuação integrada de diferentes profissionais da saúde, com foco na escuta, no acolhimento humanizado e na garantia de atendimento às vítimas.

