O deputado estadual Walber Virgolino (PL) rebateu nesta sexta-feira (12) as críticas feitas pela deputada estadual Cida Ramos (PT) e afirmou que não irá divulgar publicamente os nomes de policiais que, segundo ele, estariam envolvidos em práticas criminosas dentro da segurança pública da Paraíba apenas por pressão política.
Em entrevista à Rádio Arapuan, Walber acusou a parlamentar de tentar ganhar visibilidade com o episódio e garantiu que sustenta todas as declarações feitas sobre o tema.
“Cida Ramos aproveita qualquer oportunidade para aparecer. O que eu digo na tribuna ou fora dela eu seguro. Tenho responsabilidade pelo que falo e sei exatamente o que estou dizendo”, afirmou.
O parlamentar reforçou que está disposto a apresentar provas e informações pelos meios legais, caso seja formalmente acionado.
“Quem se sentir prejudicado que me interpele na Justiça. Quem quiser aprofundar esse debate tem os meios legais para isso. Eu não sou homem de jogar conversa fora nem de fazer acusação sem responsabilidade. O que eu disse eu sustento e provo”, declarou.
Walber também revelou que já encaminhou dezenas de ofícios a órgãos competentes solicitando investigações sobre situações que considera irregulares.
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“Tenho mais de 100 ofícios comunicando fatos e pedindo apuração. Meu papel é encaminhar para quem tem competência para investigar. Se quiserem aprofundar esse debate, estou pronto para fazê-lo dentro dos canais adequados”, disse.
Ao responder às cobranças da petista, o deputado citou uma investigação relacionada à compra de filtros de barro durante a gestão de Cida Ramos à frente da Secretaria de Desenvolvimento Humano da Paraíba, no governo de Ricardo Coutinho.
“Ela tem que explicar os R$ 6 milhões em filtros que foram comprados. Em vez de querer aparecer com esse assunto, deveria esclarecer essas questões”, declarou.
A troca de acusações ocorre após a operação que resultou na prisão do delegado Braz Morroni e dos policiais civis Eduardo Jorge Ferreira do Egito e Everton Rychelyson Aires. As investigações apuram a suposta participação dos agentes em uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, além de suspeitas de desvio e comercialização de entorpecentes apreendidos em operações policiais.
Ao comentar o caso, Walber afirmou que inicialmente ficou surpreso com as acusações, mas passou a analisar a situação com maior cautela após acompanhar as informações divulgadas pela imprensa.
“Depois que assisti à reportagem do Fantástico, passei a analisar o caso com mais cautela. Não tenho acesso ao processo para afirmar quem é culpado ou inocente. Se erraram, que sejam responsabilizados. Mas também não se pode condenar ninguém antes da conclusão das investigações”, concluiu.

