Edinho Silva admite reavaliação de alianças estaduais caso interesses de Lula sejam afetados - Foto: Poder Paraíba

Durante visita à Paraíba nesta quarta-feira (6), o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou que o PT poderá rever alianças políticas nos estados caso decisões locais entrem em choque com o principal projeto nacional da legenda: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.

Em entrevista concedida em João Pessoa, Edinho destacou que o PT da Paraíba já consolidou institucionalmente o apoio à sucessão do governador João Azevêdo, representada pela pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP). Segundo ele, a parceria entre o partido e o grupo governista estadual é construída há anos e faz parte da participação petista na administração estadual desde a gestão do ex-governador Ricardo Coutinho.

“O partido fez uma escolha aqui na Paraíba. O PT ajuda a governar o estado desde o governo Ricardo Coutinho. Então é natural que apoie a sucessão”, declarou.

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Apesar da sinalização de manutenção da aliança local, Edinho alertou que o cenário político nacional poderá influenciar diretamente os acordos firmados nos estados. De acordo com o dirigente petista, eventuais posicionamentos de aliados no Congresso Nacional contrários aos interesses da candidatura de Lula poderão provocar uma revisão estratégica por parte da legenda.

“Se tiver alguma decisão nacional, algo no Senado ou na Câmara que crie uma grande contradição com a reeleição do presidente Lula, não só na Paraíba, nós vamos reavaliar o Brasil inteiro”, afirmou.

A declaração ocorre em meio às especulações sobre possíveis desgastes entre o PT e integrantes do Progressistas após movimentações recentes no Congresso envolvendo a senadora Daniella Ribeiro e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro. Entre os temas que geraram repercussão política estão a votação da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a derrubada do veto relacionado à dosimetria.

Edinho, no entanto, ponderou que ainda não existe fato concreto que justifique uma mudança imediata na posição do partido na Paraíba. Segundo ele, o PT segue acompanhando o cenário político e manterá o diálogo com os aliados.

“A votação foi secreta. Nenhum senador declarou voto contra. Mas evidentemente, se houver contradição com a candidatura do presidente Lula, isso terá impacto no diálogo político”, ressaltou.

Nos bastidores, a fala do presidente nacional do PT é interpretada como um recado direto aos aliados nos estados, reforçando que o projeto nacional de reeleição de Lula será prioridade absoluta nas articulações políticas da legenda para 2026.