O promotor de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e coordenador do Núcleo de Gestão do Conhecimento e do GAECO, Octávio Paulo Neto, afirmou nesta terça-feira (14) que a investigação que resultou na “Operação Cítrico” foi construída a partir da atuação integrada de diversos órgãos de fiscalização e segurança. A declaração ocorreu após a ação que culminou, no mesmo dia, no afastamento do prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto.
Ao comentar o caso, o promotor destacou que o trabalho não foi isolado, mas fruto de cooperação entre instituições estaduais e federais no enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a operação é resultado de um esforço conjunto envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por meio do GAECO, a Controladoria-Geral da União, o Tribunal de Contas, a Polícia Civil, entre outros órgãos comprometidos com o combate à ilegalidade.
Octávio Paulo Neto ressaltou que, mesmo diante de desafios, as instituições seguem firmes na missão de combater a corrupção, a improbidade administrativa e o avanço de organizações criminosas nos municípios paraibanos.
Cenário em Cabedelo e avanço de facções
O promotor também analisou a situação de Cabedelo, classificando o momento como delicado e marcado por circunstâncias específicas ainda sob investigação. De acordo com ele, há indícios consistentes da atuação de facções criminosas na cidade, contribuindo para um ambiente de instabilidade.
Ele relembrou episódios recentes da política local, como a cassação de gestores, e apontou que o município vive um contexto atípico, agravado pela influência territorial dessas organizações. Segundo o promotor, a presença desses grupos está diretamente associada ao aumento da criminalidade, incluindo crimes patrimoniais e os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs).
Estratégia contra o crime organizado
Ao detalhar a atuação do GAECO, Octávio explicou que as investigações têm como foco atingir o núcleo das organizações criminosas, responsabilizando lideranças e enfraquecendo a estrutura desses grupos.
Por fim, reforçou que o enfrentamento às facções exige integração permanente entre as instituições e continuidade das ações. Segundo ele, o trabalho está apenas começando e não se restringe a Cabedelo, devendo ser ampliado para outros municípios.
O promotor concluiu alertando que o avanço dessas organizações representa uma ameaça à democracia e precisa ser combatido de forma coordenada, firme e contínua.


