Wallber Virgolino questionou postura de alguns membros da oposição - Foto: Reprodução
Wallber Virgolino foi segundo colocado na eleição suplementar para Prefeitura de Cabedelo realizada no último domingo (12)

O deputado estadual Wallber Virgolino (PL), segundo colocado na eleição suplementar para Prefeitura de Cabedelo realizada no último domingo (12), se manifestou nas redes sociais após o afastamento do prefeito eleito Edvaldo Neto (Avante), alvo da Operação Cítrico, deflagrada na manhã desta terça-feira (14).

De forma direta, Wallber resumiu o cenário político do município com uma frase de forte impacto: “Definitivamente, Cabedelo não é para amadores. Polícia Federal nas ruas e na Prefeitura de Cabedelo”.

Edvaldo Neto havia sido eleito com ampla vantagem, somando 16.180 votos, o equivalente a 61,21% dos votos válidos. Já Wallber Virgolino obteve 10.255 votos (38,79%), ficando na segunda colocação no pleito suplementar.

Investigação aponta esquema milionário

A Operação Cítrico é conduzida pela Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União. A investigação apura a existência de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de facção criminosa com atuação no município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Segundo as autoridades, o esquema envolveria agentes políticos da alta cúpula municipal, empresários e integrantes de organização criminosa, que atuariam para manter contratos públicos de alto valor mediante pagamento de vantagens ilícitas. O montante sob suspeita pode chegar a R$ 270 milhões.

Medidas judiciais e desdobramentos

Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares autorizadas pela Justiça, incluindo o afastamento do prefeito e de outros servidores públicos. A decisão tem como objetivo preservar provas, aprofundar a coleta de informações e impedir a continuidade das práticas investigadas.

As diligências seguem em regime de força-tarefa, e as autoridades destacam que as investigações continuam em andamento. Os envolvidos poderão responder por crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa, além de outros ilícitos que possam surgir no decorrer das apurações.

O caso amplia a tensão no cenário político de Cabedelo e lança incertezas sobre os rumos da gestão municipal após a recente eleição suplementar.

Confira o post de Wallber Virgolino: 

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