O ex-deputado federal Pedro Cunha Lima afirmou que sua decisão de não disputar o pleito atual faz parte de um movimento político maior em busca de unidade, especialmente em torno da pré-candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.
Segundo Pedro, desde sua primeira manifestação pública, já havia sinalizado que não participaria da disputa eleitoral, optando por contribuir com a construção de um projeto coletivo. “Eu não sei se é um adeus ou um até breve, mas desde a minha primeira manifestação pública, disse que não estaria mais na disputa, inclusive para poder fazer essa composição com a candidatura de Cícero, atendendo a um pedido de um coletivo que quer essa unidade”, declarou.
O ex-parlamentar destacou que a política exige, em determinados momentos, coragem e, em outros, desprendimento. Ele relembrou sua candidatura em 2022, quando, segundo ele, enfrentou um cenário adverso. “A política, em alguns momentos, pede coragem, e foi isso que me aconteceu em 2022. Fui à disputa em uma eleição difícil, em um cenário muito diferente do que existe hoje”, afirmou.
Pedro Cunha Lima ressaltou ainda que, neste momento, optou por abrir espaço para que outros nomes representem o grupo político. “Em outros instantes, a política nos pede desprendimento, para que outro possa ocupar esse lugar e nos representar”, pontuou.
Mesmo fora da disputa, ele garantiu que seguirá atuando ativamente no processo político, contribuindo, inclusive, na elaboração de propostas. “Sou o responsável pelo plano de governo na área da educação e vou participar ativamente desse processo”, disse.
O ex-deputado também revelou planos pessoais para o futuro, destacando a intenção de investir na formação acadêmica. “Depois do pleito, quero iniciar uma nova fase da minha vida. Pretendo fazer um novo mestrado em políticas públicas. Acredito na importância do estudo e do conhecimento, e quero estar cada vez mais preparado para qualquer desafio que venha”, afirmou.
Apesar do afastamento momentâneo das disputas eleitorais, Pedro reforçou que continuará engajado na militância política. “Se é um adeus ou um até breve, só o tempo vai dizer. O que posso garantir é que não deixarei de ser um militante, um ativista. A política me ensinou a lutar, e isso não vai sair de mim. Onde quer que eu esteja, serei um defensor da educação”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de seu irmão, Diogo Cunha Lima, integrar a chapa como candidato a vice-prefeito, Pedro confirmou que o nome foi lembrado, mas destacou que a decisão ainda será construída coletivamente.
“Foi um nome lembrado, assim como outros. Esse é um processo que será conduzido pelo nosso candidato, Cícero, e a decisão será tomada de forma coletiva, como deve ser. O prazo para a escolha do vice é a convenção, e no momento certo essa definição será anunciada”, concluiu.

