“O PT tem obrigação de apresentar uma alternativa”, diz Ricardo Coutinho ao defender candidatura própria ao Governo da Paraíba
Para Ricardo Coutinho, o o PT tem responsabilidade política de apresentar uma alternativa no primeiro turno da disputa estadual - Foto: Reprodução

O ex-governador da Paraíba e pré-candidato a deputado federal, Ricardo Coutinho (PT), defendeu que o Partido dos Trabalhadores (PT) lance candidatura própria ao Governo do Estado nas eleições previstas para outubro. A declaração foi feita nesta segunda-feira (9), durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM.

Segundo o ex-governador, o PT tem responsabilidade política de apresentar uma alternativa no primeiro turno da disputa estadual, ampliando o debate e oferecendo ao eleitorado mais opções de escolha.

“O PT tem obrigação e tem o dever de apresentar uma alternativa. A gente faz uma pactuação para levar essa campanha adiante e garantir que tenhamos três ou quatro candidatos. A sistemática que a gente vive no Brasil é que, no primeiro turno, as forças que não se sentem representadas tenham essa opção e, no segundo turno, haja convergência para uma das candidaturas”, afirmou.

Ricardo Coutinho também avaliou o cenário político da disputa estadual e afirmou que há espaço para novas alternativas no processo eleitoral.

Na entrevista, ele citou os nomes do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), apontados como possíveis candidatos ao Governo, e afirmou que ambos evitariam confrontos políticos mais diretos.

“Existe muito silêncio porque sabem que eu tenho razão. O Lucas e o Cícero jamais vão entrar em uma bola dividida. Você acha que algum dos dois vai entrar nessa briga? Tem um percentual da direita que vai para o segundo turno”, declarou.

O ex-governador disse ainda que tem apresentado propostas e alternativas para o debate político no Estado, defendendo que o PT tenha protagonismo no processo eleitoral.

“Estou dando alternativas, e além dessas existem outras. Estou fazendo a minha parte”, concluiu.