Prefeito Cícero Lucena (MDB)

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), reagiu na manhã desta terça-feira (24) às declarações do governador em exercício da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), e negou qualquer associação de sua fala recente com incentivo à violência. Segundo o gestor, a expressão “feito de cipó” e a referência à “lapada” foram utilizadas no sentido figurado, como parte da cultura popular nordestina.

A controvérsia teve início após Lucas Ribeiro criticar o uso do termo, classificando-o como reflexo da “velha política” e afirmando que não se guia por práticas do passado. Sem citar diretamente o prefeito, o governador em exercício declarou que não compactua com atitudes movidas por “rancor” ou “mágoa”.

“Expressão cultural do Sertão”, diz prefeito

Em resposta, Cícero Lucena afirmou que a interpretação negativa revela desconhecimento das tradições culturais da Paraíba, especialmente das expressões típicas do Sertão.

“Isso é uma expressão comum do Sertão, que representa coragem, determinação e resiliência. Quem interpretou de outra forma demonstra desconhecimento das nossas raízes”, declarou.

O prefeito explicou que a metáfora do “cipó” simboliza resistência diante das adversidades, destacando que sua fala não teve qualquer conotação agressiva.

“Quando digo que sou feito de cipó, é porque posso até me curvar, mas não me quebro. É uma forma de mostrar força diante das dificuldades”, acrescentou.

 

Defesa da trajetória e críticas indiretas

 

Sem mencionar nomes, Cícero também fez críticas indiretas a adversários e a interpretações que classificou como distorcidas. Para ele, há um esforço político para deturpar sua fala e criar narrativas negativas.

 

“Sou um cristão que prega a paz e o amor ao próximo. Minha trajetória sempre foi pautada por esses valores. Quem quiser pode pesquisar minha história e a da minha família”, afirmou.

O prefeito ainda reforçou que sua vida pública não está associada a episódios de violência e sugeriu mais responsabilidade na análise de declarações políticas, especialmente quando envolvem elementos culturais.

O episódio evidencia o clima de tensão crescente no cenário político paraibano, em meio às movimentações e articulações que já projetam as disputas eleitorais de 2026.