O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, que integrou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, está na folha de pagamentos do diretório nacional do Partido Liberal (PL). A informação foi divulgada pela coluna do jornalista Igor Gadelha, no portal Metrópoles.
De acordo com os dados revelados, Queiroga recebe desde fevereiro de 2025 um salário bruto mensal de R$ 30 mil. Após os descontos legais, o valor líquido mensal chega a aproximadamente R$ 22 mil.
Em prestação de contas à Justiça Eleitoral, o PL informou que o pagamento é feito com recursos públicos do fundo partidário. Formalmente, o ex-ministro ocupa a função de “assessor especial” dentro da estrutura nacional da legenda.
Atualmente, Marcelo Queiroga também preside o diretório estadual do PL na Paraíba, estado onde mantém sua principal base política. Ele é apontado como pré-candidato ao Senado Federal nas eleições de 2026.
O que diz Queiroga
Em resposta à coluna, Queiroga afirmou que a remuneração está relacionada ao suporte que oferece ao partido na área da saúde. Segundo ele, o pagamento não tem relação com sua atuação como dirigente partidário.
“O auxílio prestado ao PL é na agenda da Saúde. A atuação como dirigente partidário não é remunerada”, declarou.
O caso reacende o debate sobre o uso de recursos do fundo partidário para remuneração de quadros técnicos e políticos ligados às legendas, prática permitida pela legislação eleitoral, mas frequentemente questionada no meio político.
