Após ter a prisão preventiva decretada, João Lima se apresentou à Polícia Civil nesta segunda-feira

O cantor paraibano João Lima teve a prisão preventiva mantida após passar por audiência de custódia e foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Róger, em João Pessoa. Ele se apresentou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (26), na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro da Capital.

A prisão foi decretada no domingo (25) pela Justiça da Paraíba, no âmbito de investigação por violência doméstica contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. O caso ganhou ampla repercussão após a circulação, nas redes sociais, de vídeos que mostrariam agressões atribuídas ao cantor. Diante da denúncia formalizada pela vítima, a Justiça também concedeu medidas protetivas de urgência.

Medidas protetivas e restrições

A decisão judicial determina que João Lima está proibido de se aproximar de Raphaella Brilhante, de frequentar a residência onde o casal morava e de manter qualquer tipo de contato com a ex-esposa ou familiares dela. Foi fixada ainda uma distância mínima de 300 metros entre o investigado e a vítima.

Após se apresentar à polícia, o cantor foi submetido a exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC). Em seguida, participou da audiência de custódia, quando a Justiça decidiu manter a prisão. No início da noite, ele deu entrada no sistema prisional, onde permanecerá à disposição do Judiciário. A defesa do artista informou que deverá se pronunciar oficialmente sobre a decisão.

Manifestação da vítima

Após a repercussão do caso, Raphaella Brilhante se pronunciou publicamente nas redes sociais e confirmou ter sido vítima de violência. Em um relato emocionante, ela afirmou estar enfrentando “uma dor que atravessa o corpo, a alma e a história”, e destacou o impacto profundo da situação em sua vida.

A médica, que também atua como influenciadora digital e reúne mais de 600 mil seguidores em uma de suas plataformas, declarou que “nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida”. Ela reforçou que está adotando todas as medidas legais cabíveis e que confia na atuação da Justiça.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.