A defesa do cantor João Lima divulgou, neste domingo (25), uma nota à imprensa em que afirma ter sido surpreendida com a decretação da prisão preventiva do artista, apesar, segundo os advogados, do cumprimento integral das medidas protetivas anteriormente impostas pela Justiça. O comunicado é assinado por cinco advogados que integram a equipe de defesa.
De acordo com a nota, João Lima nunca descumpriu determinações judiciais e sempre se manteve à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A defesa informou ainda que já foi acordado formalmente com a autoridade policial que o cantor se apresentará voluntariamente nas próximas horas, como forma de reafirmar respeito à polícia e ao Judiciário.
“Confiamos que os fatos serão devidamente esclarecidos”, diz o texto, que também reforça o compromisso da defesa com a verdade e com o direito constitucional à ampla defesa. A nota é datada de João Pessoa (PB), 25 de janeiro de 2026.

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Relembre o caso
João Lima é investigado por violência doméstica após denúncia feita pela esposa, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante. Ela compareceu à Central de Polícia Civil, em João Pessoa, no sábado (24), para formalizar o boletim de ocorrência.
Em depoimento às autoridades e em relatos divulgados nas redes sociais, Raphaella afirmou ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas, relatando que os episódios teriam começado ainda no início do casamento, oficializado em novembro de 2025, e se estendido ao longo da relação. Segundo a vítima, o comportamento do cantor incluía ciúmes excessivos, ameaças e violência, o que motivou o pedido de medidas protetivas.
Com base nos elementos apresentados, o Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) expediu mandado de prisão preventiva contra o cantor. A decisão levou o caso a ganhar ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa, sobretudo pelo envolvimento de figuras públicas conhecidas no estado.
O inquérito segue em andamento, sob responsabilidade da Polícia Civil, e o caso tramita sob os dispositivos da Lei Maria da Penha. Até o momento, a defesa sustenta que João Lima cumpriu todas as determinações judiciais e que os fatos serão esclarecidos no curso do processo.


